11 março 2008
primeiro dia podre
Um cara passou no vestibular
Aaahhh faculdade!
Dia de trabalho. Suor, muito e trem.
antes da faculdade
Todo perdido pergunta na frente da fonte
"Onde fica a fonte?"
A cara boba de esquerdista esconde
o ateu apolítico alienado
o_o
lutadoras propagam sua propaganda
até uma bem famosa
filha de um pai ou um genro
Ahhh Juventude...
continuo caminhando sem saber pra onde
direita, esquerda, olha ali
chego na sala
suando em bicas
o profe já tá por lá
peço pra assistir a aula
ok
as aulas do ensino médio são quase sempre ruins,
mas as boas são tão quanto, ou melhores, que as da
FACULDADE
filme
Fróidi
por Sartre, cortado no roteiro pra
caber num rolo de filme
Passa a história do não-filósofo, pelo filósofo, cortado pelo cineasta
a repressão dos sentimentos mostra-se perturbadora na saúde
aham
perturbador é ter que reprimir meus peidos fedorentos
aham
termina, parece colégio, é colégio.
sem tempo pra se socializar ou qualquer coisa
vou pela escada, oitavo andar
média de zero vírgula oito peidos por lance de escada
que alívio!
primeiro dia do podre
21 fevereiro 2008
02 outubro 2007
. .. ... .... , ., .,. ,,,,
Sim, somos únicos
Na dor, no riso
Ahhh PLURALIDADE (Viva!)... é ISTO (?)!
Por que tão igual então?
Sem direção
Ao infinito
Mudando!
Almas gêmeas
Por que
conflito
Impressões digitais
DNA
Íris, não do arco
Indiferença
Igual
25 setembro 2007
O que vale a pena?
quando a alma é pequena não é fácil
Bate de cabeça, vira, troca, muda (continua)
enxerga... o suficiente prapontar
onde está?
"Está dentro de você
Basta fechar os olhos
e olhar pra dentro de si mesmo"
funcionário público, gigolô
michê de 1/2 trepada
louco, tonto, mané.
rizoma, root, raiz... a folha e a semente já me fazem feliz
queria... queria...
passado antes de amanhecer
come merda. vomita. chora. se irrita
tadinha da criança. com medo
do escuro
quer ensinar (obrigar) outros a andar
gugu-dá-dá. neném. tá com fome?
vem pegar!
ai que preguiça (pensa e só!)
talvez, uma ora, fique melhor
explode, agita...
hmmm... não te irrita periquita
14 agosto 2006
Tão inerte que chegou tarde!
Lutar,
contra a gente mesmo
é difícil
se apoiar
num baseado
me deixa burro demais
a morte
do braço
de um cigarro (daqueles, quase)
o suficiente enquanto
se segura ele
tão forte
quero mais um
covarde
acende
percebe
que tu não é nada
é só mais um
é triste
É!
muletas, muletas, muletas
até quando
INÉRCIA.
tenadora INÉRCIA!
07 julho 2006
podre.
Um ritual.
Como tantos outros.
Faz-se sem perceber.
Com um objetivo.
Impensado (nem profundamente, nem mesmo numa escrota superficialidade).
Guardanapo!
Talheres!
Esfrega.
Tira as impurezas (?).
Come.
Comedidamente.
Mas não se dá conte de como é comunitário.
Em qualquer comedouro encosta a preciosas boca de merda
em sórdidas bocas e línguas desconhecidas.
“Mas a louça é lavada e esterilizada.”
Então pra que usar a porra do guardanapo?
“Os ácaros, o ar, a mão desses garçons.”
Olha pra ti!
Enxerga tua imundície.
De que vale esse lindo externo?
Hein? De que vale?
Tu és podre.
Estás em constante decomposição.
Não enxergas nada.
Põe na tua frente e não enxergas.
És cego.
Mas a morte do teu prato e do teu corpo (e da tua vida)
não podem te abalar.
Você é SUPER.
Parabéns.
Viva.
MORRA!!
03 julho 2006
12 junho 2006
06 junho 2006
saudosa maloca
alguém está morrendo de fome
e eu comigo me preocupo
hoje é um dia frio
mas meus pés TRANSPIRAM
o nada, que é tudo, me engole
e, eu, no que penso?
numa auto-ajuda vida média e harmônica
num bom convívio impossível
odeio gente burra
que esperto sou eu
EU, EU, EU, EU
que vidinha desgraçada
é só falta de coisas de verdade
importantes coletividades nunca percebidas!
ou não seria tão sórdido
esse viver ignóbil.
seria um pouquinho-com-certeza-muito
mais bonito
mas...
se alguém morre de fome
eu nada tenho com isso
se, se, se ...
se é saudosismo
mas saudade de que?
do que nunca se vive(u) ?
um pouco de tempo e um viver na pele
trazem uma sensibilidade louvável
tristemente transitória
efêmera. burra!
lembranças da agenda do trem
olho prum lado
vejo um morto
olho pro outro
resignação
olho pra dentro
e só vejo
um ponto de interrogação (?!)
olho pra "baixo"
vejo VIDA
morta por um padrão
olho pra cima
não vejo nada
que causa tanto MAL
(em mim indignação)
21 maio 2006
s infinitum
se todo mundo...
si tôdus...
se...
si...
se...
si...
ser? seja! SertU?
universaliza
só
sempre
sabe?!
é pouco?
quer(er) muito?
loco!
moribundo(?)
20 abril 2006
waiting?
na espera é sempre RUIM
where are the move, man?
THE MOVE!
passividade
fudendo
com o que a gente acha que
mata... tempo
e mata a gente
que não SENTE
também que sente
só as vezes
nunca
sempre
NA ESPERA
MOVIMENTO.
14 abril 2006
xx
20 voltas em torno do sol
20 vezes 12 subdivisões sem, pra mim (se bem que repensando podemos nos compreender melhor pensando na lua que gira em torno do grande nós, mais individual impossível, Terra), sem sentido
20 vezes 365 giros não percebidos, como tantas outras coisas
INCONTÁVEIS quedas dentro de um, hoje, gordo e cabeludo, umbigo
tudo hoje muda, embora o TUDO seja tão restrito quanto a larga visão de mundo e vida nossa
amanhã, além de agüentar a matança cotidiana vou ter que me esforçar para lembrar da mudança de dois algarismos de vida e de morte
comemoremos a convenção de mais uma ano, que é muito mais que 365 alvoradas e crepúsculos e é tão bem reduzido a uma dúvida eUxistencial.
25 março 2006
Do pó ao poop!
Nada como uma boa mais-valia para mostrar aos seres-humanos (seja lá o qual for o significado disso) como é bom viver em sociedade. Os grupos, conjuntos, e todo o tipo de aglomeração daquele monte de bosta andante que sempre consegue estragar tudo são fantásticos em sua organização ultra-harmônica. É muito, mas muito mesmo, interessante passar mais que duas horas fazendo uma coisa que não se tem vontade nenhuma de fazer, estímulo nenhum, excetuando o santo pagamento, que, como os outros santos, não resolve bosta nenhuma e não incomumente traz outros problemas. Mas isso já é coisa de gente doida que fica reclamando da vida, falando das COISAS, afogando mágoas e felicidades em copos de vinho bagaceiro. É isso mesmo! É por causa dess@s doid@s que é bom falar de tão chatas Aureas Mediócritas, que não são capazes de falar de coisas e estufam a barriga com um líquido azedo, caro, e impossível de ser adulterado para ter menor preço e enchem a mente (se é que pode-se denominar assim determinados cérebros) de boa música de massa, no bom tupiniquim: música de merda. É bom... na verdade ainda não cheguei num nível em que consigo dizer “Ria de mim, pois sou o medo de você mesmo”. Tento, insensatamente, salvar o mundo, por mais ineficiente que seja isso. Mas agora: foda-se o mundo. O que importa é eu, sem nenhum individualismo, é claro. O pior de tudo é ter quase certeza de que do pó viemos, pensando mais em Star Trek do que na bíblia, e da mesma porra de pó são feitas as bostas afétidas que andam por aí tentando se passar por perfume francês. Isso é o pior!
20 março 2006
voltando pra mim?
Talvez não seja exatamente para mim que volto, retorno, come back, mas pra uma aspiração ROMÂNTICA. É acho que é ISSO. mas São Sartre já dizia que o homem não é nada senão o projeto, e só se torna alguma coisa a medida que o realiza (UUHHH!! citando Sartre, esse cara é foda), ou mais ou menos isso. Ficar escrevendo não é nada mais que um auto-conhecimento e por que não uma auto-ajuda. Algumas pessoas lêem Zíbia Gaspareto e Paulo Coelho, outras fumam maconha mas no final das contas estão fazendo a mesma coisa. E que coisa é essa? Não me pergunte, pois não sei. Só achei que ficou SOANDO BEM AOS OUVIDOS. É uma tentação voltar a primeira linha e parar esse fluxo desordenado pra tentar explicar aquilo que não se entende mas hoje vou ter corajem de levar até as toscÚLTIMAS conseqüências, que também não serão grandes coisas, mas...
até mais
[]'s
17 novembro 2005
oh droga!
Acho que entendi toda essa minha reclamação, meio tosca, sem chegar a um lugar, se bem que não sei se ao chegar a algum lugar se chega em algum lugar, mas... Em suma, meu problema é com a passividade diante da vida. Fazer sem saber por que fazer. Continuar, só por continuar. É o trabalho pelo dinheiro. O trabalho que vira a vida, a vida que a gente odeia mas ama e o trabalho, quase, idem. Acho que a palavra vida, viver e derivadas são fortes, VIVAS demais para o ato de continuar ("continuar, sobreviver, pode ser muito cedo pra entender...") a fazer o que se faz. Acho que é melhor parar. Estou vendo que ainda nada entendo...
12 novembro 2005
(no subject)
Por quê?
Viver é tão triste
Mas
De uma boba maneira
Tão...tão feliz(?!)
Não ter uma razão
É assustador
Não ser
Nada mais que um monte,
Um amontoado de
Matéria, células
Átomos?
Como TUDO(?!) em TODO(!) lugar
Sou mais um?
Sou mais eu?
Será que, realmente, sou?
Estou,
Isso é verdade
Pra quê?
Por quê?
Sazonalidade
26 outubro 2005
"Continuar, sobreviver..."
Incapaz de seguir uma via alienada
Mas sem coragem pra nada
Repetindo os suspiros, as inspirações, expirações
Buscando o nada, que é tudo, ou seja: NADA
Deixando pra depois
Se enchendo de lipídios e perdendo mitocôndrias
De células nervosas
Que atrofiam a cada pulsação
Abortada por um pensamento
Que nem sei se é meu
Vivendo é gerúndio inaplicável
A vida tão média, tão
Miserável
Esplêndida, gigante. Quando se sobe
no MONTE DE MERDA
De olho que vê superior
Acostumado a hierarquia
Familiar, social, moral, infernal
Não enxerga que é mais um
Consumidor-consumido
"Vivendo", tendo e sendo
Mais um número (mas nunca
Admitido)
Apenas igual a outro
Não especial, Sim
Especial
Eu, tu, lágrimas são água?
Descer da MERDA Enxergar a
Bosta. Será a vida sempre
cega? Com uma viseira
MARAVILHOSA..
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